quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

30

Sobre os votos aparentemente inúteis mas com implicacões políticas e sociais graves.

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/belief/2009/dec/01/swiss-minaret-ban-islam

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

29

Algumas pessoas que conheço 'têm' lugares delas. Cidades, países, que se lhes colaram à pele. Eu achava que tinha uma, só uma. Mas não. Além de Coimbra, o Rio e agora a Cidade do México. Não sei explicar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

28

Janta

Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno não dá
pode ser cruel a eternidade
eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
caberá ao nosso amor o que há de vir
pode ser a eternidade má
caminho em frente pra sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
will hear my words
will be both us and you and them together
I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
and please my day
I'll let you stay with me if you surrender

Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
caberá ao nosso amor o eterno não dá
Pode ser a eternidade má
Eu ando sempre pra sentir vontade.


http://www.youtube.com/watch?v=UmH5s4snQRQ

terça-feira, 25 de agosto de 2009

27

Eu tenho uma característica muito minha que é saber quando vou ficar chateada com alguma coisa, por antecipação. Conheço-me ao ponto de saber "bolas, disseram-me isto e não vou conseguir resistir. vou amuar." e isso acontece-me mesmo sabendo eu que é mesmo só isso: um amuo. Isto é, que não tenho razão nenhuma, sólida, para ficar chateada. Mas fico. Durante uns momentos pelo menos, depois passa-me. e o amuo vai embora da mesma forma, intempestiva, com que veio, com a diferença de que eu muitas vezes não dou conta que ele se está a ir, percebendo apenas quando, na realidade, ele já se foi.
Confuso? Pois, eu sei. Já tentei parar o processo de amuo, explicando-me que estou a ser inconsequente, que não tenho razão nenhuma, mas é imparável (até ver). Bem, tudo isto para dizer que amuei no sábado e que não me orgulho disso. Amuei, mais uma vez, sem razão e talvez esta tenha sido a vez mais infantil de todas. Tentei travar o amuo, mas não consegui. Amuei porque alguém me deu uma opinião sobre uma coisa em que estou envolvida, muito envolvida. Amuei porque achei arrogante e estúpido ouvir alguém criticar, sugerir, propor algo sobre algo que não conhece a fundo. Achei um abuso de autoridade. Quase. E senti-me pequena, irritantemente pequena, pouco capaz e 'desarmada' perante as palavras. Agora já passou. Saí de mim por um pouco e percebi o quão cheia de mim eu estava que se me toldavam a visão e as palavras certas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

26

Há pouco senti saudades lancinantes de ter cadernos novos nas mãos e escrever sem pensar.
Como se o pulso tivesse outra dona e não me pertencesse mais.
Isto dos computadores, das folhas de word brancas, que criamos virtualmente uma vez, outra e outra não é a mesma coisa. Não é palpável, rasurável. É tudo muito etéreo para o meu gosto. E não me dá gosto escrever assim. É como se me tivesse dividido em dois: nos cadernos escreve-se o que se vai sentindo e achando; nos computadores escreve-se o que se pensa mas de forma muito estruturada: 1, 2, 3, 4 e finalmente. Às vezes quando penso nas divisões que parece que nos comandam e condenam - dentro/fora, razão/coração, falso/verdadeiro - apetece-me mandar tudo para o alto e não me dividir mais. 
Estou num processo de escrita. Difícil. Tenho uma ideia, razões, uma estrutura, uma lógica, um pensamento maior que o texto e um objectivo. Mas parece-me tudo tão estéril ao mesmo tempo. Para que serve este texto? Para quem serve? 

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pedaço de Mim

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

Chico Buarque

Destes dias, agradeço a partilha, os trajectos percorridos colectivamente, as sombras clareadas, a paciência e grandeza de quem ouve e explica mais uma vez. A minha vida não seria a mesma sem todos estes rostos, histórias e lutas. E o ditado "Quem pergunta é porque vai fazer" é agora meu também.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

24

Fazes anos. Muitos parabéns.
Gosto muito de ti. Até do mau feitio. Até do cheiro a fumo e do facto de teres de ganhar as conversas todas. És minha amiga e pronto e ponto. És 'aquele jeito furacão. minha nossa, não.'
Um abraço.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

23

"Que difícil que é a vida dos Homens, pensou ela. Eles não têm asas para voar por cima das coisas más."
Sophia de Mello Breyner Andresen, “A Fada Oriana”